
As recentes modificações no Código de Trânsito Brasileiro, cujas penalidades estão mais rígidas, farão um bem danado aos cofres dos Estados. Seria uma boa idéia, investir o montante arrecadado, em benefício de parentes das vítimas cujas vidas foram ceifadas em decorrência de motoristas alcoolizados. Mesmo que a lei pareça radical, muitas vidas de incautos transeuntes e cidadãos, que durante o ato de dirigir consciosamente, são abalroados por automóveis cuja finalidade ao invés de ser a mobilidade, torna-se bélica quando conduzidos por seres “possuídos” pela bebedeira, serão salvaguardadas, e o trânsito fluirá melhor. Há chances de funcionar inicialmente, pois todos sabemos que seres humanos da raça capitalista, só sentem dor, quando dói o bolso, e que a única forma de sentir-se bem e confortável com a adiposidade mórbida, é quando ela ocorre em conta bancária, principalmente nas da griffe Suíça, Ilhas Caymann, e afins. Nelas, quanto maior a obesidade, maior o bem estar, já mórbidas, são determinadas formas usadas para o desvio e envio do dinheiro para lá. Sonhei com os efeitos da lei seca na população. Os pais sentavam bordoada em sua prole, sob a desculpa de os estarem educando, mas esse “corretivo” só se tornava justificado, após receberem a notícia de que o carro da família estava apreendido, e que a multa a pagar era maior que o dobro do salário mínimo. Esses mesmos pais que antes da lei sancionada, enquanto os “meninos” estavam na rua ao volante, exalando álcool e animalidade por todos os poros, descendo o cacête nos outros com sua “galerinha”, consideravam a selvageria apenas um passatempo “recreativo”. Inventaram o “UÍSQUE –DENÚNCIA”. O sujeito bebia, se dirigisse fosse, quem havia sido testemunha da situação, se quisesse poderia ligar e denunciar. Fornecidos placa e descrições, ato contínuo, a Policia ia atrás. Não demorou muito, e faziam o “TRUQUE DA GALINHA MORTA”, versão “UÍSQUE-DENÚNCIA”. As mulheres que queriam cercear os maridos, pois achavam que o sujeito estava bebendo com outras mulheres, ou mesmo com amigos, depois daquele jogo de futebol insuportável de todos os Domingos, ligavam. Namorados denunciavam namoradas após discussões movidas à álcool, e vice-versa. Assim, desvirtuado, o “ÚISQUE DENÚNCIA” , serviu à uma enorme variedade de propósitos, principalmente como meio de vingança. Para o Estado era um negócio da China, literalmente, afinal, depois de tanta “cachaça,”alguns bebuns ficavam mesmo com os olhos meio fechados, e o dinheiro arrecadado aumentou consideravelmente. Mas os chegados à uma “birita forte”, manifestaram seu descontentamento. Assim foi criado os “ÔNIBUS -- BEBUM”, um meio de transportar em segurança os “bebuns”. Acontece que, alguns “bebuns”, tinham vergonha de pegar esses ônibus, pois se achavam somente de pileque, e que isso era um preconceito, então criaram outra categoria de transporte coletivo, os “ÔNIBUS SOMENTE -- DE -- PILEQUE”. Para manter a ordem, quando acontecia de um “ bebum” entrar no ônibus dos “Somente de pileque” era colocado aos gritos pra fora, assim como no Metrô acontece no vagão reservado somente para as mulheres , quando alguns homens distraídamente entram e são expulsos aos gritos. Ao acordar, ri, aliviada, pois apesar de ser solidária àquelas pessoas que têm discernimento suficiente para fazer uso da bebida comedidamente, e controlam, não são controladas por ela, desta me livrei. Faz seis anos que não bebo.